A NEFROLOGIA é uma especialidade médica voltada para o estudo, diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o sistema urinário, principalmente o funcionamento dos rins.
Podemos encontrar o NEFROLOGISTA em atendimento hospitalar, com pacientes tanto em cuidados de enfermaria quanto em terapia intensiva, em centro de diálise, cuidando de pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal e em consultório, inclusive agora com telemedicina.
Como é o sistema urinário?
É formado por dois rins, dois ureteres (que ligam os rins à bexiga), uma bexiga e um ureter. Na figura abaixo está ilustrado.

Cada rim pode medir, no adulto saudável em torno de 10 à 13cm, o qual tem relação com o tamanho da estrutura média do paciente. A variação do tamanho pode ser consequências de doenças preexistentes.
Para que servem os RINS?
Junto com cérebro, o coração, os pulmões, o fígado e o pâncreas, os rins são considerados órgãos vitais, ou seja, nossa sobrevivência depende deles. São responsáveis por
1) Eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração e controle do delicado balanço químico e de líquidos do corpo;
Em rins com funcionamento normal, o sangue chega através das artérias renais, as quais se originam da artéria aorta abdominal. Circulam por eles cerca de 1,2 litros por minuto, ou seja, os rins filtram todo o sangue do corpo cerca de 12 vezes por hora! Como não se apaixonar por eles? Após, o sangue retorna mais limpo para a veia cava abdominal através das veias renais.
Como um filtro com furos de tamanhos específicos, os rins trabalham para conservar nosso corpo livre de toxinas, fazendo um trabalho muito complexo e não deixando passar substâncias essenciais para nosso corpo. Quando esses furos começam a diminuir de tamanho progressivamente ou param de funcionar de forma mais abrupta, consequência de diversas situações e doenças, o que deveria ser eliminado na urina, começa a ficar retido, levando a um acúmulo de substâncias tóxicas, como a uréia. Isto acarreta em uma condição muito séria, chamada de uremia, com sintomas que incluem náuseas, debilidade, fadiga, desorientação, dispneia e edema nos braços e pernas.

É importante lembrar também que se o tamanho do “filtro” reduzir a ponto de não passar mais nem água, o indivíduo para de urinar, fazendo com que as toxinas se acumulem ainda mais rapidamente em nosso corpo.
2) Regulação da formação do sangue e dos ossos;
A eritropoetina é um hormônio que tem como principal função a de regular a produção de glóbulos vermelhos/eritrócitos do sangue e, cerca de 90% dela é sintetizada pelos rins. Desse modo, a anemia pode ser consequência da falência renal.
Quanto a formação e manutenção de ossos sadios, nossos rins são responsáveis pela regulação sanguínea de cálcio e fósforo, assim como produzir a forma ativada da vitamina D.

3) Regulação da pressão sanguínea.
A hipertensão arterial pode ser um ciclo vicioso para os rins. Ela pode ser causa e consequência e assim se retroalimentam.

Os rins controlam as concentrações de sódio e líquidos no corpo, além de secretarem hormônios, como a renina, e ser local de ação de outros, como aldosterona. Desse modo controlam a pressão arterial e, quando o funcionamento do órgão não está adequado, pode ter elevação da pressão arterial. A hipertensão arterial prolongada danifica os vasos sanguíneos, causando assim dano renal.
O que eu posso fazer para preservar a saúde dos meus RINS?
# Tenha hábito alimentar saudável, evitando dieta rica em sal, no máximo 2 gramas de sódio por dia, o que equivale a 5 gramas de sal;
# Faça atividade física. Segunda as diretrizes da OMS em 2020, adultos devem fazer pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada ou pelo menos 75 a 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade forte;
# Não fume;
# Controlar a pressão arterial e o diabetes mellitus;
# Beba água regularmente, em torno de 30-35ml por quilo por dia
# Não tome remédio sem orientação médica, principalmente os antiinflamatórios!!
# Controle o peso;
# Consulte médico regularmente e peça para ele dosar sua creatinina no sangue e solicitar exame de urina.
Já que são considerados órgãos vitais, o que fazer quando eles não funcionam corretamente?
Pode ser necessário uma TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA, com hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.
O tratamento com as modalidades de diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal), na maioria das vezes, deverá ser feito para o resto da vida se não houver a possibilidade de ser submetido à um transplante renal.
A cada ano no Brasil, em torno de 21 mil iniciarão alguma modalidade de diálise. Infelizmente, poucos conseguem recuperar o funcionamento dos rins a ponto de não dependerem delas e outros terão a sorte de receber um transplante renal.
Quando procurar um NEFROLOGISTA?
O que ficou evidente no processo de desenvolvimento da NEFROLOGIA e das suas diretrizes é que o cuidado de pacientes com doença renal não pode começar quando a terapia de diálise é iniciada, mas deve ser iniciada o mais cedo, antes das complicações começarem a surgir.
Por vezes, as doenças renais são limitadas ao funcionamento do rim, contudo, em sua maioria, são consequências de doenças sistêmicas, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, doenças autoimunes, entre outras, que causam lesões em vários órgãos, inclusive no rim.
Por isso, se você responder “sim” à pelo menos uma dessas questões, é recomendado que consulte um NEFROLOGISTA para acompanhar a situação dos seus rins:
# Você tem Pressão Alta?
# Você sofre de Diabetes Mellitus?
# Há pessoas com Doença Renal Crônica na sua família?
# Você está acima do peso ideal?
# Você fuma?
# Você tem mais que 50 anos?
# Você tem doença cardíaca?
Fontes: Sites: sbn.org.br – worldkidneyday.org – who.int/en/news-room
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